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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bençãos e sucesso financeiro

Quando as pessoas vêem sucesso financeiro como um sinal de benção divina, é sinal de que o "espírito do capitalismo" tomou lugar do Espírito Santo. - Jung Mo Sung

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sobre a fé

A fé não é saber qual é o mistério do universo, mas sim a convicção de que existe um mistério e que ele é maior do que nós. No grande mistério da VIDA (dom gratuito de Deus) vamos experimentando uma infinidade de coisas, porém, a certeza de que somos amados por Deus é a mais essencial. A fé é um desejo profundo da alma de retornar para onde ela veio. A fé é a jornada da alma na direção da eternidade, de estar outra vez com Deus para sempre...


Faça da sua fé uma experiência de partilha. A fé é e sempre será um dom de Deus, mas você pode, pela sua fé, atingir o coração de muitas pessoas. E nessa profunda experiência da misericórdia, Deus pode tocar tais pessoas com esse maravilhoso dom. Por isso, acredite sempre na luz divina que está em você...

Frei Paulo Sérgio de Souza, OFM

quinta-feira, 4 de março de 2010

Espiritualidade de cima e de baixo

por Anselm Grüm


Existem duas correntes na história da espiritualidade, entre outras. Existe uma espiritualidade de cima e uma espiritualidade de baixo.


A espiritualidade de cima começa pelos ideais que nós nos impomos. Parte das metas que o homem deve alcançar através da ascese e da oração. Os ideais que levam a isto são obtidos do estudo da Sagrada Escritura, da doutrina moral da Igreja e da idéia que o homem faz de si mesmo. A pergunta básica desta espiritualidade de cima é: Como deve ser o cristão? Que é que o cristão deve fazer? Que atitudes deve ele assimilar? A espiritualidade de cima nasce do anseio do homem de tornar-se sempre melhor, por subir sempre mais alto, por chegar cada vez mais perto de Deus. A psicologia moderna vê com bastante ceticismo esta forma de espiritualidade, porque com ela o homem corre o riso de ficar interiormente dividido. Quem se identifica com seus próprios ideais, freqüentemente reprime sua própria realidade, se ela não estiver em harmonia com estes ideais e assim, o homem fica interiormente dividido e enfermo.


A espiritualidade de baixo significa que Deus não nos fala unicamente através da Bíblia e da Igreja, mas também através de nós mesmos, daquilo que nós pensamos e sentimos, através de nosso corpo, de nossos sonhos, e ainda através de nossas feridas e de nossas supostas fraquezas. Essa espiritualidade de baixo está na clássica frase: "Se queres chegar ao conhecimento de Deus, trata de antes conhecer-te a ti mesmo". O subir até Deus passa pelo descer até a própria realidade e pelo chegar às profundezas do inconsciente. A espiritualidade de baixo não vê o caminho para Deus como uma estrada de mão única que nos leva sempre em frente, em direção a Deus. Pelo contrário, o caminho para Deus passa por erros e rodeios, pelo fracasso e pela decepção consigo mesmo. O que me abre para Deus não é, em primeiro lugar, a minha virtude, mas, sim, minha fraqueza, minha incapacidade, ou mesmo o meu pecado.


Na espiritualidade de baixo, entretanto, não se trata apenas de ouvir a voz de Deus naquilo que eu penso e sinto, nas minhas paixões e enfermidades, e de assim descobrir a imagem que Deus fez de mim. Também não se trata apenas de subir a Deus descendo a minha realidade. Trata-se, antes, na espiritualidade de baixo, de que, ao chegar ao fim de nossas possibilidades, nós estejamos abertos a uma relação pessoal com Deus. A verdadeira oração, dizem os monges, surge do mais profundo de nossa miséria, e não das nossas virtudes.


A espiritualidade de baixo é o caminho da humildade... Não devemos entender a humildade como uma virtude que nós mesmos sejamos capazes de conquistar, para isso bastando que "nos humilhemos" e nos rebaixemos. A humildade é, em primeira linha, uma virtude social... a palavra latina humilitas está relacionada com humus, com terra. A humildade, portanto, é o reconciliar-nos com nossa condição terrena, com o peso que nos puxa para baixo, com o mundo de nossos instintos, com o nosso lado sombrio. A humildade é a coragem de aceitar a verdade sobre si mesmo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fé e Obras

Carta de São Tiago, capítulo 2
Bíblia da CNBB

14.
Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria capaz de salvá-lo?
15.
Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia;
16.
se então algum de vós disser a eles: “Ide em paz, aquecei-vos” e “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adianta isso?
17.
Assim também a fé: se não se traduz em ações, por si só está morta.
18.
Pelo contrário, assim é que se deve dizer: “Tu tens a fé, e eu tenho ações! Mostra-me a tua fé sem as ações, que eu te mostrarei a minha fé a partir de minhas ações!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Qual a melhor religião? Uma pergunta intrigante de Leonardo Boff ao Dalai Lama


Copiei esse post do blog do meu amigo Leandro Nazareth (http://leandronazareth.blogspot.com).

Esse episódio o próprio Leonardo Boff explica:

"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga":

"Santidade, qual é a melhor religião?"

Esperava que ele dissesse:

"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo".

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos o que me desconcertou um pouco, porque eu sabia da malícia
contida na pergunta e afirmou:

"A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito".
E continuou:

"É aquela que te faz melhor".

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

"O que me faz melhor?"

Respondeu ele:

"Aquilo que te faz mais compassivo, aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...Mais ético... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

"E aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta. Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável..." concluiu Leonardo Boff.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fé na humanidade

"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo. " - Mahatma Gandhi