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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Provérbio chinês sobre a morte

No momento do meu nascimento, todos se alegravam e só eu chorava, agora em minha morte, todos choram e somente eu me alegro.

domingo, 16 de maio de 2010

A morte não é nada

A Morte não é Nada
" Santo Agostinho "


"A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi."

Reflexões sobre a morte de Santa Terezinha

O viver é um pequeno espaço entre duas grandes eternidades;

No seu leito de morte  Sta Terezinha disse: Não morro, entro na vida.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para onde vamos ao morrer?

Fonte: O Livro das Respostas – Anselm Grun

A tradição cristã recomendou três imagens como meditação para entender aonde vamos na morte. A primeira imagem é a da morada. Jesus disse antes de sua morte: "Eu vou para preparar-vos uma morada" (Jo 14,2). Nós iremos morrer para a morada eterna. E essa morada, Jesus no-la preparou. Mas podemos confiar também que as pessoas queridas, que morreram antes de nós, preparam essa morada para nós. Cada pessoa que morre leva consigo alguma coisa de nós. Aquilo que partilhamos com ela em amor, alegria, tempo, isto ela leva consigo. E enfeitará com isso a morada para a qual morremos. Não morremos, portanto, para dentro do escuro e desconhecido, mas para dentro de uma morada preparada com amor, na qual estaremos para sempre bem acolhidos.

A segunda imagem é a da Pietà. Maria segura no colo Jesus morto. Essa imagem foi criada por volta do século XIII e XIV, portanto na época em que grassava a peste na Europa. Era uma imagem de conforto para as pessoas em seu medo da morte. Maria com Jesus morto no colo queria dizer-lhes: você não vai morrer para dentro da frialdade escura, mas para dentro dos braços maternos de Deus. Ele vai tomar você tão amorosa e carinhosamente em suas mãos como Maria abraça e segura seu filho morto.

A terceira imagem refere-se à parábola do pobre Lázaro, a quem os anjos levaram ao seio de Abraão após sua morte (cf. Lc 16,22). A liturgia utiliza essa imagem. Quando levamos o caixão de um confrade, após o Requiem da igreja para o cemitério, cantamos o hino muito antigo: In paradisum deducant te angeli (os anjos de conduzam ao paraíso). É uma imagem consoladora que a liturgia nos apresenta: ninguém morre sozinho. Cada qual tem junto a si o seu anjo que o conduz através da soleira da morte até Deus.

Essas três imagens têm no fundo o mesmo conteúdo: nós haveremos de morrer para dentro do amor de Deus, que nos espera, transforma e p1enifica, que nos assume para dentro da união com ele.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

As mortes sucessivas

Adélia Prado

Quando minha irmã morreu eu chorei muito
e me consolei depressa. Tinha um vestido novo
e moitas no quintal onde eu ia existir.
Quando minha mãe morreu, eu consolei mais lento.
Tinha uma perturbação recém-achada:
meus seios conformavam dois montículos
e eu fiquei muito nua,
cruzando os braços sobre eles é que eu chorava.
Quando meu pai morreu
Nunca mais me consolei.
Busquei retratos antigos, procurei conhecidos,
parentes, que me lembrassem sua fala,
seu modo de apertar os lábios e ter certeza.
Reproduzi o encolhido do seu corpo
em seu último sono e repeti as palavras
que ele disse quando toquei seus pés:
´deixa, tá bom assim´.
Quem me consolará desta lembrança?
Meus seios se cumpriram
e as moitas onde existo
são pura sarça ardente de memória.