sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para onde vamos ao morrer?

Fonte: O Livro das Respostas – Anselm Grun

A tradição cristã recomendou três imagens como meditação para entender aonde vamos na morte. A primeira imagem é a da morada. Jesus disse antes de sua morte: "Eu vou para preparar-vos uma morada" (Jo 14,2). Nós iremos morrer para a morada eterna. E essa morada, Jesus no-la preparou. Mas podemos confiar também que as pessoas queridas, que morreram antes de nós, preparam essa morada para nós. Cada pessoa que morre leva consigo alguma coisa de nós. Aquilo que partilhamos com ela em amor, alegria, tempo, isto ela leva consigo. E enfeitará com isso a morada para a qual morremos. Não morremos, portanto, para dentro do escuro e desconhecido, mas para dentro de uma morada preparada com amor, na qual estaremos para sempre bem acolhidos.

A segunda imagem é a da Pietà. Maria segura no colo Jesus morto. Essa imagem foi criada por volta do século XIII e XIV, portanto na época em que grassava a peste na Europa. Era uma imagem de conforto para as pessoas em seu medo da morte. Maria com Jesus morto no colo queria dizer-lhes: você não vai morrer para dentro da frialdade escura, mas para dentro dos braços maternos de Deus. Ele vai tomar você tão amorosa e carinhosamente em suas mãos como Maria abraça e segura seu filho morto.

A terceira imagem refere-se à parábola do pobre Lázaro, a quem os anjos levaram ao seio de Abraão após sua morte (cf. Lc 16,22). A liturgia utiliza essa imagem. Quando levamos o caixão de um confrade, após o Requiem da igreja para o cemitério, cantamos o hino muito antigo: In paradisum deducant te angeli (os anjos de conduzam ao paraíso). É uma imagem consoladora que a liturgia nos apresenta: ninguém morre sozinho. Cada qual tem junto a si o seu anjo que o conduz através da soleira da morte até Deus.

Essas três imagens têm no fundo o mesmo conteúdo: nós haveremos de morrer para dentro do amor de Deus, que nos espera, transforma e p1enifica, que nos assume para dentro da união com ele.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre a humildade

A humildade é a coragem de aceitar a verdade sobre si mesmo .

Anselm Grum

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não me ama mais!

Amar é uma atitude em favor do outro

Quanta angústia e até desespero quando se ouve do outro: “Não gosto mais de você!” O gostar é um sentimento. Nossos sentimentos podem mudar de um minuto a outro. Por exemplo, posso estar muito feliz, porém, se de repente recebo uma notícia ruim, torno-me muito triste. Meu sentimento, que era de alegria, agora é de tristeza. Mudou em segundos. Se o amor for apenas um sentimento, então, ele é frágil e pode mudar ou acabar de uma hora para outra.

Amor é muito mais que um sentimento. Amar é um ato. Uma atitude em favor do outro. Em I Coríntios 13, 5 diz: “O amor não busca os seus próprios interesses”. Ama aquele que não procura os seus interesses, mas, os do outro. Amar é uma ação, um movimento em favor e em direção ao outro. Amar é uma atitude que alguém toma em favor e em direção ao outro, sem nada esperar, cobrar e exigir (assim é o amor de Deus por nós: incondicional e desinteressado). Amar é uma atitude que precisa ser renovada todo dia e a todo instante.

Assim, se alguém não me ama hoje, se não está disposto a me amar hoje, poderá me amar amanhã. Da mesma forma, se eu não amo alguém, hoje, posso amá-lo amanhã. Se não amava os pobres, os moradores de rua, posso começar a amá-los.

Pais que não amavam um filho podem começar a amá-lo. Se você já não ama alguém, pode voltar a amá-lo no momento em que se decidir a tal. Tampouco existe amor não correspondido. Ele nunca depende do outro, apenas de quem se dispõe a amar.

O sentimento pode mudar como o vento, mas “ o amor jamais acabará” (I Cor 3,8).

05/01/2010 - Site Canção Nova - Padre Alir Sanagiotto, SCJ

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ser oração

O verdadeiro caminho da oração é a vida. Uma oração contínua é uma vida completamente dedicada ao serviço de Deus. – Ancilli

Não é só rezar sempre, mas ser oração – Arcebispo Van Thuan

sábado, 2 de janeiro de 2010

Atividades e amor

O que importa não é a quantidade de nossas atividades, mas a intensidade de amor que colocamos em cada ação.

Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Oração da Santa Faustina Kowalska

Se olho para o futuro, o medo me investe.
Mas, por que adentrar-me no futuro?
Aprecio apenas o momento presente,
porque o futuro talvez não se hospede na minha alma.

O tempo que passou não está mais em meu poder
para mudar, corrigir ou acrescentar alguma coisa.
Nem os sábios nem os profetas pediram fazer isso.
Confiemos, portanto, a Deus o que pertence ao passado.

Ó momento presente, tu me pertences completamente.
Desejo utilizar-te naquilo que estiver ao meu alcance...

Por isso, confiando em tua Misericórdia,
lanço-me na vida como uma criança,
e a cada dia te ofereço o meu coração
inflamado de amor pela tua maior glória.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz ano novo

FREI BETTO - Folha de SP 31/12/2009

POR QUE DESEJAR feliz ano novo se há tanta infelicidade à nossa volta? Será feliz o próximo ano para afegãos, iraquianos e para os soldados americanos sob ordens de um presidente que qualifica de "justas" guerras de ocupações genocidas? Serão felizes as crianças africanas reduzidas a esqueletos de olhos perplexos pela tortura da fome? Seremos todos felizes, conscientes dos fracassos de Copenhague, que salvam a lucratividade e comprometem a sustentabilidade?

O que é felicidade? Aristóteles assinalou: é o bem maior a que todos almejamos. E alertou meu confrade Tomás de Aquino: mesmo ao praticarmos o mal. De Hitler a madre Teresa de Calcutá, todos buscam, em tudo o que fazem, a própria felicidade.

A diferença reside na equação egoísmo/altruísmo. Hitler pensava em suas hediondas ambições de poder. Madre Teresa, na felicidade daqueles que Frantz Fanon denominou "condenados da Terra".

A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é "a grande aventura do desejo".

Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo, reza a publicidade, nos fará felizes. Desejar feliz ano novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários para o seu rebanho espera que o próximo tenha também um feliz ano novo?

Na contramão do consumismo, Jung dava razão a são João da Cruz: o desejo busca, sim, a felicidade, "a vida em plenitude" manifestada por Jesus, mas ela não se encontra nos bens finitos ofertados pelo mercado. Como enfatizava o professor Milton Santos, acha-se nos bens infinitos.

A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento. Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego.

Porém, ao mergulharmos nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com quem nos é generoso; prepotentes com quem nos acolhe em solícita gratuidade.

Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade, escondida atrás do ego. Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor. Feliz ano novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. É claro que muitas outras conquistas podem nos dar prazer e a alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, sem desigualdade, sem degradação ambiental, sem políticos corruptos!

Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis, por opção ou por omissão, se constitui num gritante apelo para nos engajarmos na busca de "um outro mundo possível". Contudo, ainda não será o feliz ano novo.

O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório, há que se superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária.

Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então, com certeza, teremos, sem milagres ou mágicas, um feliz ano novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade, travestida de doces princípios; o ódio, disfarçado de discurso amoroso.

A diferença é que estaremos conscientes de que, para ter um feliz ano novo, é preciso abraçar um processo ressurrecional: engravidar-se de si mesmo, virar-se pelo avesso e deixar o pessimismo para dias melhores.

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 65, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

Sobre o mundo


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sobre amar o mundo

O mundo é de quem mais o ama e melhor sabe dar prova disso.

Autor desconhecido

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sobre a caridade

Onde a caridade é verdadeira, aí está Deus.

Arcebispo Van Thuan

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sentido da vida

Em vez de perguntar qual o sentido da vida, perguente qual o sentido (direção) que você dará para a sua vida.

Essa frase é de minha autoria mesmo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sobre o erro

"Não existe fracasso no erro, e sim na desistência."
Mário Sergio Cortella, professor de Filosofia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Frase interessante

Não é normal saber o que queremos. Essa é uma façanha psicológica rara e difícil.

Abraham Maslow, psicólogo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Definição das Artes

As artes são apresentações sensoriais de ideias.

Autor desconhecido.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Trabalho significativo

O trabalho é significativo sempre que gerar prazer ou reduzir o sofrimento dos outros.

Alain de Botton filósofo.